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{4.5.2005}

 





Ondas Mudernas!




Já que a onda agora é anos 80. Particularmente, uma época linda para mim. Mesmo que muita gente não compartilhe a mesma opinião, para mim, os anos 80 tem as roupas, cores e músicas mais lindas. Talvez eu sinta isso pela minha infância, época que tenho uma saudade enorme!

Como falei do cigarro LIT, que para minha adolescência foi algo inovador e muderno, resolvi pensar em algo que foi significativamente muderno na minha infância (pelo menos na minha opiniãozinha). Estive tentando aqui recordar o que, para mim, em 80´s era praticamente o cúmulo do muderno e inatingível. Lembrei de uma coisa que eu gostava de ver, não pelo programa todo, mas pelo mágico mundo das pinturas de Daniel Azulay. Na verdade eu achava o cara meio com cara de bobo, isso me fascinava ainda mais. Dos personagens, eu gostava mais do Pita, só que o que me intrigava e dava raiva ao mesmo tempo, era o fato dos personagens não movimentarem a boca. Que chato! Nem dava pra saber quem deles estava falando. Mas tinha uma coisa que eu não entendia como funcionava e por isso eu ficava cada dia mais intrigada com aquilo: a lousa mágica. Nossa! Era uma lousa que, por onde ele passava o pincel, como num passe de mágica já aparecia o desenho pronto. Imagina, que maravilha!

Como é bom saber que em todas as épocas da minha vida a mudernidade andava junto a mim e, melhor, me deixava inquietante. Acredito que por issso resolvi escrever sobre as inquietações do Mundo Muderno Primeiro, pensei que o assunto podia acabar eeu não ter mais o que escrever. Mas, depois de um tempo já tive a prova que tudo daria lindamente certo. Sabe por quê? Porque o mundo sempre será muderno.
posted by UMA MUTANTE 2:45 AM

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{4.1.2005}

 




O dia em que contribui para a mudernidade.




Todos nós já fizemos coisas mudernas. Sim, nosso passado ou presente nos condena. Posso relatar de minha memorável vida episódios mudernéeeerrrrimos, mas existe um que toca com mais carinho o meu coração: Cigarro Lit. Escolho esse porque foi totalmente criado pela minha mente e de uma grande amiga minha Tati. Bem, dada as devidas apresentações vamos ao fato.

Quando eu estava no 2o. Colegial, atual 2o. Médio, uma professora de Administração, muderna até demais, chamada Dagmar, nome nada muderno, pediu para que os alunos criativos, como nós inventassemos um produto que ainda não existisse no mercado. Também era preciso fazer a propaganda, slogan, para o produto "vingar", essas coisas que facilitam a vida muderna. Mas o caso, é que a professora não se contentava com apenas a idéia do produto, a afável mulher, pediu para que construissimos o produto. O tal produto, deveria ser algo qua ainda não existisse no mercado, ou seja, algo que viria revolucionar o mercado de produtos criados para as nossas necessidades.

OK. Tendo isso em vista, começamos a pensar na possibilidade brilhante de criar uma necessidade. Óhhhh! Fomos espertas. Só que não era esperto era um namorado que eu tinha que fumava dois maços de cigarro por dia. Como eu só conseguia pensar naquilo, pensei em ser politicamente incorreta a faciliar a vida dele. Inventamos LIT, o cigarro que acende sozinho. Ai fizemos a música, imagina que está cantando Born to be Wild, agora veja a letra:

"Se você não pode (Get your motor runnin' dã, dãran, darãn, dã)
O cigarro largaaaar (Head out on the highway)
Largue o seu fósforo (Lookin' for adventure)
LIT é o cigarro que veio de ajudar (And whatever comes our way)
Mais barato venha economizar (Yeah Darlin' go make it happen)
É o cigarro com fogo também (Take the world in a love embrace)
Se o cigarro não consegue largar (Fire all of your guns at once)
Tente ser muderno meu beeeeemmmm! (And explode into space)

(ai vai pra parte lentinha... do final)

LIT é foooogggooooo! (Born to be Wiiiiild!)
LIT dá foooooogoooo! (Born to be Wiiiiild!)


Já tinhamos a música agora só faltava fazer o troço acender sozinho: trabalho para o namorado, aliás único fumante. Ai ele teve a linda idéia de raspar a pólvora de várias caixinhas de fósforos e fazer um "pózinho de pólvora", pra quê? Ué, pra colocar no lugar de quase metade do fumo de um dos cigarros. Era uma experiência e tanto! Ai pra fixar a pólvora na boquinha do cigarro, o cara colou com cola tenaz a pólvora. Resultado: depois de umas 500 horas luz de secagem, ficou lindo!!! E agora você deve estar peguntando, mas o produto não tinha que funcionar? Clarooooo!!! Então passamos aquela mossoroca dura no atrito da caixa de fósforos. O troço estourou, mas funcionou. Foi lindo e criativo. Só não sei se um ser humano fumante normal conseguiria fumar aquela criação.
Fizemos vários e colocamos no maço, gravamos a musiquinha, fizemos o slogan e o melhor: nosso produto funcionaaaaaaavaaa!!! ( Até certo ponto, claro, também, o povo queria o que? De qualquer maneira, estavámos revolucionando o mercado muderno.)

Até que chegou o dia de apresentarmos LIT para a sala. Maior suspense porque ninguém acreditava que o negócio acendia. Então, tínhamos um status social a zelar, pois fizemos o maior suspense em torno do fato. Quando do nada, eu, com a minha vida agitada, muderna, percebi que havia esquecido o produto em casa e, eu morava muito longe da escola. Putz! A Tati, minha companheira de criação, pegou trombose na hora, ficou com uma tromba ddddddeeeeeeeesse tamanho, queria me matar. Depois de tudo oq ue fizermosss! Droga! Não era justo... Ainda tivemos que colocar a musiquinha e a professora tirou um milhão de pontos da gente.

Foi nesse momento que percebi que não importa o quão criativo-muderno você seja, "você se olhá no espelho se sentir um grandesíssimo idiota, Saber que é humano, ridículo, limitado.E que só usa dez por cento de sua cabeça animal.E você ainda acredita que é um doutor, padre ou policial.E que está contribuindo com sua parte para o nosso belo quadro social" Valeu Raullllll! Aliás deveríamos ter tocado Raullll e não "Steppenwolf". Acho que fomos mudernas demais querendo induzir jovens inocentes pela facilitação de LIT, já que não precisavam mais comprar "fogo" e nem "pedir fogo", isso acabaria com uma geração de "você tem fogo?" e exterminar uma geração de álibis para "chegar junto". É, foi melhor esquecer LIT em casa mesmo.



posted by UMA MUTANTE 3:35 PM

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